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Mapa publica estudo com projeções para o Agro até 2027

O trabalho tem como objetivo indicar direções do desenvolvimento e fornecer subsídios aos formuladores de políticas públicas quanto às tendências dos principais produtos do agronegócio. Os resultados buscam, também, atender a um grande número de usuários dos diversos setores da economia nacional e internacional para os quais as informações ora divulgadas são de enorme importância. Este trabalho é uma atualização e revisão do estudo Projeções do Agronegócio – Brasil 2016/17 a 2026/27, Brasília – DF, 2017, publicado pelo Departamento de Crédito e Estudos Econômicos da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

As tendências indicadas permitirão identificar trajetórias possíveis, bem como estruturar visões de futuro do agronegócio no contexto mundial para que o país continue crescendo e conquistando novos mercados.

Carnes

Antes de apresentar as projeções de carnes, procura-se ilustrar a atual distribuição no Brasil do rebanho bovino, no que se refere ao número de animais abatidos em 2017. Segundo o IBGE nesse ano foram abatidas 30,8 milhões de cabeças em todo o país. O Mato Grosso (15,6%), Mato Grosso do Sul (11,1%), Goiás (10,3%), São Paulo (9,4%), Minas Gerais (9,0), Pará (8,6), Rondônia (7,3%) e Rio Grande do Sul (6,3%), lideram os abates, com 77,6% dos abates no país. Os dados de efetivos de bovinos em 2018, indicam que o país possui neste ano, 222,0 milhões de cabeças.

As projeções de carnes para o Brasil mostram que esse setor deve apresentar crescimento nos próximos anos, e a expectativa é que a produção de carne no Brasil continue seu rápido crescimento na próxima década (OECD-FAO, 2018). As projeções de produção de carnes feitas pela OCDE-FAO são pouco menores do que as obtidas neste relatório. Segundo esse estudo os preços reais das carnes (bovina, suína e frango) devem cair ao longo da próxima década.

Entre as carnes, as que projetam maiores taxas de crescimento da produção no período 2017/18 a 2027/28, são a carne de frango e suína, que devem crescer anualmente a 2,6%,. A produção de carne bovina tem um crescimento projetado de 1,9% ao ano, o que também representa um valor relativamente elevado, pois consegue atender ao consumo doméstico e às exportações.

A produção total de carnes em 2017/18 está estimada em 27,0 milhões de toneladas e a projeção para o final da próxima década é produzir 34,2 milhões de toneladas de carne de frango, bovina e suína. Essa variação entre o ano inicial da projeção e o final resulta num aumento de produção de 26,8%.

O crescimento anual projetado para o consumo da carne de frango é de 2,6% no período 2017/18 a 2027/28. Isso significa um aumento de 28,8% no consumo nos próximos 10 anos. O consumo de carne de frango projetado para 2027/28 é de 12,2 milhões de toneladas; supondo a população total projetada pelo IBGE em 215,0 milhões de pessoas em 2028, tem-se ao final das projeções um consumo de 56,7 kg/hab/ano

A carne suína passa para o segundo lugar no crescimento do consumo com uma taxa anual de 2,2% nos próximos anos. Em nível inferior de crescimento situa-se a projeção do consumo de carne bovina, de 1,5% ao ano para os próximos anos.

Quanto às exportações, as projeções indicam elevadas taxas de crescimento para os três tipos de carnes analisados. As estimativas projetam um quadro favorável para as exportações brasileiras. As carnes de frango e bovina devem crescer 3,0% ao ano e a carne suína a 3,4% ao ano. As projeções da OECD-FAO (2018) estão abaixo das obtidas neste relatório para carne suína e frango. As taxas projetadas para carne bovina aproximam-se da obtidas no presente trabalho.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, 2018) classifica o Brasil em 2027 como primeiro exportador de carne bovina, sendo a Índia o segundo, seguida pela Austrália e Estados Unidos. Nas exportações de carne de porco o Brasil é classificado em quarto lugar, atrás da União Europeia, Estados Unidos e Canadá. Em carne de frango o Brasil fica em primeiro lugar nas exportações, seguido pelos Estados Unidos e União Europeia.

As exportações de carnes ao final do período das projeções devem chegar a 8,8 milhões de toneladas, um aumento, portanto de 34,8%. Desse montante, a maior parte deve ser de carne de frango. O restante do acréscimo na quantidade exportada fica distribuído entre carne bovina, e carne suína. Os grandes mercados para a carne bovina são representados por China, Estados Unidos, Países da África e Oriente Médio, Japão, e Coréia do Sul. Para a carne de frango, os principais destinos são Arábia Saudita, Japão, China, Emirados Árabes Unidos e Hong Kong. Para a carne suína, os principais mercados são México. China, Japão, Coréia do Sul e Estados Unidos.

Fonte: Mapa

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