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Acordo Mercosul-UE deve elevar PIB em US$ 87,5 bi

O acordo firmado entre União Europeia e Mercosul na última sexta-feira (28), deve contribuir para aumentar o PIB brasileiro em US$ 87,5 bilhões nos próximos 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões, de acordo com cálculo do Ministério da Economia.

A projeção leva em consideração a redução das barreiras não-tarifárias e o aumento da produtividade brasileira para atender o mercado europeu nesse mesmo período. Ainda de acordo com o Ministério da Economia, as exportações brasileiras para a União Europeia podem registrar um crescimento da ordem de US$ 100 bilhões até 2035.

Para investimentos, o aumento esperado pelo governo nos aportes europeus na economia brasileira nesse período é da ordem de US$ 113 bilhões. O bloco  é o segundo parceiro comercial do Mercosul e o primeiro em matéria de investimentos.

O Brasil registrou, em 2018, comércio de US$ 76 bilhões com a UE e superávit de US$ 7 bilhões. O país também exportou mais de US$ 42 bilhões, aproximadamente 18% do total exportado no último ano.

Benefícios do Tratado – O tratado prevê isenção de impostos para suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a exportação desses produtos ao bloco europeu gerou receita de mais de US$ 2 bilhões ao Brasil em 2018. Desse total, 62,8% foi gerado pela venda de suco de laranja.

Para carne bovina, suína, aves, açúcar, etanol, arroz, ovos e mel, o Ministério da Agricultura brasileiro informa que o Brasil terá acesso preferencial ao mercado europeu. As cotas, afirma a pasta, serão administradas de forma compartilhada. Só para o frango brasileira, esse valor será de 180 mil toneladas anuais ante 262 mil toneladas enviadas ao bloco em 2018.

O acordo também prevê o reconhecimento das indicações geográficas de produtos brasileiros em solo europeu, bem como a proteção dessas indicações. A medida, avalia o governo brasileiro, deve contribuir para a promoção de produtos como, café, cachaça, queijos e até mesmo vinhos exportados para a Europa.

Os produtos industrializados do Brasil, o que inclui alimentos processados, também terão isenção total de tarifas. Além disso, o acordo deve facilitar o acesso a insumos importados da Europa. Só de ração animal, o Brasil importou mais de US$ 133 milhões da União Europeia no ano passado.

Em relação às barreiras não tarifárias impostas pelo bloco aos produtos brasileiros atualmente, o Ministério da Agricultura avalia que as normas firmadas pelo acordo tornarão o comércio com a Europa “menos vulnerável a restrições injustificadas”, conferindo maior segurança jurídica ao setor.

Fonte: Portal DBO

 

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